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terça-feira, 21 de junho de 2016

Satélite geoestacionário brasileiro entra em fase de testes

Inovação Tecnológica
20 de junho de 2016

Foto: FAB

Testes no solo

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou em sua fase final de testes pré-lançamento, e os técnicos se preparam para controlar o equipamento que vai levar banda larga a todo o País e garantir comunicação segura ao governo brasileiro.

Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o satélite deverá ser lançado no segundo semestre de 2016 por um foguete Ariane, a partir do Centro Espacial de Kourou na Guiana Francesa.

O primeiro teste do satélite, iniciado em março, foi o térmico: o equipamento foi colocado em uma câmara de vácuo e submetido a temperaturas entre -100 °C a 125 °C para simular as condições encontradas no espaço.

Em abril, o SGDC foi posto sobre um suporte que o fez vibrar, simulando as condições de lançamento.

Em junho e julho está sendo conduzida a campanha de testes de comunicações. Dentro de uma câmara anecoica, que não reflete as ondas de rádio, estão sendo avaliadas a qualidade do sistema e das antenas responsáveis por transmitir e receber os sinais.

Bandas Ka e X

Quando for ao espaço, O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico.

De lá, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF). Uma segunda antena, em um centro de controle secundário, ficará no Rio de Janeiro (RJ).

Por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga em regiões remotas do país. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.

O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, teve um investimento da ordem de R$ 1,7 bilhão. A expectativa é entrar em serviço no início de 2017, após um período de ajustes, e permanecer ativo durante quinze anos.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ministério da Ciência mantém há um ano diretor de centro [CTI] com mandato encerrado

Direto da Ciência
Maurício Tuffani
23 de maio de 2016



Sem ter sido oficialmente reconduzido pelo governo federal ao cargo de diretor do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), de Campinas (SP), o físico Victor Pellegrini Mammana completou na terça-feira da semana passada um ano ocupando essa função. O estatuto do órgão prevê a possibilidade de recondução para mais um mandato de igual período, mas o governo não tomou oficialmente essa medida, que, segundo especialistas em direito administrativo público, só tem validade se for publicada no Diário Oficial da União, o que não aconteceu. Leia mais no blog Direto da Ciência.

domingo, 22 de maio de 2016

Informação sobre o lançamento do satélite Galileo 13 e 14

ESA Portugal
19 de maio de 2016

Concepção artística do Soyuz
Os últimos satélites do sistema Europeu de navegação satélite Galileo serão lançados em conjunto no dia 24 de Maio. Os meios de comunicação estão convidados a participar numa audioconferência no dia 23 de Maio.

A decolagem dos Galileo 13 e 14 está agendada para as 08:48:43 GMT (05:48:43 hora local, 10:48:43 CEST) no dia 24 de Maio a partir do Spaceport Europeu na Guiana Francesa, no topo de um lançador Soyuz. É esperado que fiquem operacionais, depois de um teste inicial em órbita, no final do ano. 

Outros satélites Galileo estão atualmente em preparação: a sua carga está a ser construída pelo ʽSurrey Satellite Technology Ltdʼ em Guildford, Reino Unido, enquanto as suas plataformas e integração geral são da responsabilidade do ʽOBHʼ em Bremen, Alemanha. Os satélites são exaustivamente testados no ESTEC, centro da ESA nos Países Baixos, antes de serem transportados para o Spaceport Europeu no outro lado do Atlântico. 

Este será o sétimo lançamento Galileo, configurado para levar até 14 satélites para o espaço. Estão planeados mais quatro satélites Galileo para voar no outono, lançados pela primeira vez num Ariane 5 personalizado, contabilizando assim no total 18 satélites na constelação.

Comunicado de imprensa pré˗lançamento
Paul Verhoef, Diretor do Programa Galileo da ESA e Actividades de Navegação relacionadas, irá realizar uma audioconferência sobre o Galileo na segunda-feira, 23 de Maio às 16:30 GMT (18:30 CEST).

Os meios de comunicação interessados na participação da audioconferência deverão solicitar informação de acesso através de correio eletrónico para o Gabinete de Assessoria de Imprensa: media@esa.int até dia 20 de Maio de 2016.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Fusão de ministérios é 'retrocesso', diz presidente da Fiocruz

G1
Cesar Baima
19/05/2016 18:54 / Atualizado 20/05/2016 8:53



RIO - Depois que a Fundação Oswaldo Cruz, principal órgão de pesquisas do governo federal, divulgou nesta quinta uma nota com críticas à decisão do presidente interino Michel Temer de fundir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o das Comunicações, o presidente da instituição vinculada ao Ministério da Saúde, Paulo Gadelha, afirmou não ter medo de represálias pela posição em entrevista ao GLOBO. Confira os principais trechos da conversa: 

O que motivou o Sr. e a Fiocruz a divulgarem o comunicado em que criticam a fusão entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério das Comunicações?
A nota foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz dada a relevância desta mudança. O MCTI é uma construção de décadas de trabalho da comunidade científica brasileira e fundamental para o desenvolvimento do país. Não é uma questão menor. O ministério configura toda uma visão para o futuro do Brasil e mostrou ao longo dos anos que pensar o processo de desenvolvimento científico e tecnológico não pode ser desassociado da chegada à população do conhecimento que é gerado por isso, entender a inovação como campo central para qualquer país afirmar seu desenvolvimento econômico e social.

Mas esta orientação política e institucional não pode ser mantida com outra estrutura e denominação burocrática?
A fusão é um ato de natureza política para agradar uma base de apoio, com uma visão de mudança normativa burocrática que não atentou para o que isso expressa para o país e a área. É uma decisão que produz retrocesso e demonstra um total desconhecimento do funcionamento do campo da ciência, tecnologia e inovação. Não há lógica nesta incorporação. O avanço das tecnologias de comunicação e informação é apenas um pedaço do esforço nacional de desenvolvimento e uma parcela como essa não pode ser a referência maior para todo este amplo campo. Isso sem contar que o Ministério das Comunicações tem atribuições de garantia de acesso e regulação que não têm nenhuma conexão com o campo da ciência e tecnologia em si. É algo que nos deixa perplexos.

Como a Fiocruz é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Saúde, o Sr. não teme algum tipo de retaliação por causa destas críticas?
A Fiocruz não produz visões que não sejam integradas à sua maneira de pensar o país de forma mais ampla. Não estamos nos dirigindo a atores políticos ou um governo em particular, mas expressando nossa preocupação com um tema de interesse geral de toda a sociedade para que prospere o que é melhor para o país e a ciência e tecnologia em especial. A Fiocruz sempre atuou de forma responsável, fundamentada e propositiva com o objetivo de entregar para a população o que ela precisa. Por isso tudo, não imagino qualquer tipo de retaliação. Até porque como a ciência e o próprio país podem funcionar e avançar sem pensamento crítico? Além disso, não é à toa que outras instituições de alto nível da área, respeitadas, credenciadas e plurais, isto é, sem um viés político segmentado, como a Academia Brasileira de Ciência e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência estão juntas nesta demanda. A realidade social que vivemos coloca esta necessidade e faríamos isso qualquer que fosse a situação política ou governo que tivéssemos.

E quais serão as consequências desta decisão de fundir os dois ministérios?
Isso demonstra uma perda de potência de uma área fundamental para o país e é uma irracionalidade. A construção de um sistema de inovação e produção de conhecimento em geral e o vínculo disso com o desenvolvimento de novos produtos e serviços dever ser prioridade de qualquer Estado, governo e país. É um processo de intenso acúmulo. Novamente, foram décadas de trabalho que geraram esta conquista e que resultou em avanços imensos. Isso sem contar que o ministério não faz só a articulação interna da geração de conhecimento, mas também externa. A ciência hoje é globalizada e lidar com isso por meio de uma representação ministerial tem uma força bem diferenciada de uma secretaria. Exemplo disso é a recente crise do vírus zika e os estudos em torno dele, que trouxe a ciência e tecnologia para atuar de forma articulada com o campo da saúde com uma força bem maior. Assim, não é uma questão só de recorte burocrático, mas de refletir a prioridade e a representatividade da área por sua relação direta com a Presidência da República.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

CCT do Senado quer explicações sobre fusão do MCTI com o Minicom

Convergência Digital/UOL
17 de maio de 2016

Audiência Pública CCT-Senado - 16/02/2016 - Foto: Shirley Marciano
Depois de um certo bate-boca, os senadores da comissão de Ciência e Tecnologia acordaram em como ouvir do novo ministro Gilberto Kassab como será a condução das agora unificadas pastas de Comunicações e de Ciência e Tecnologia. 

Antes, porém, serão convidados cientistas, reitores de universidades e representantes das fundações estaduais de amparo à pesquisa, que na semana passada criticaram a ideia de fusão dos dois ministérios. Essa reunião está prevista já para a próxima terça, 24/5.

O presidente da CCT, Lasier Martins (PDT-RS) já abriu a reunião desta terça-feira, 17/5, destacando “uma certa polêmica criada com a indicação ou com a anexação do Ministério da Ciência e Tecnologia com o Ministério das Comunicações neste novo governo”, ou ainda “certa irresignação já percebida na nobre classe de cientistas que estão preocupados”.

De fato, a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências lideraram a divulgação de uma nota de repúdio à ideia de juntar as duas pastas, considerando ser “uma medida artificial que prejudicaria o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação”. 

Senador pelo DF, Cristovam Buarque (PPS), ele mesmo ex-reitor da UnB, fez coro na sessão desta terça. “A junção é um equívoco. São coisas completamente diferentes. Claro que há tecnologia em comunicações, como há em tudo. Aí juntasse com a saúde, com a educação, com a agricultura. Creio que é um grave equívoco do Governo interino fazer essa junção”, afirmou. 

“O Ministro, se fosse um grande cientista lá, uma pessoa da área, mesmo assim não era bom, porque ele ia tirar tempo da comunicação para se dedicar à ciência e tecnologia. Mas o Ministro Kassab não é da área, não é do ramo, e creio que vai ser mau para a ciência e tecnologia brasileira. E sendo ruim para a ciência e tecnologia brasileira será muito ruim para o futuro do Brasil”, completou Buarque.

O conflito criado na reunião, no entanto, foi pela ideia de serem ouvidos cientistas e reitores. O senador Helio José (PMDB-DF) indignou-se por não ter sido prevista também uma reunião prévia com o lado das telecomunicações e ameaçou derrubar a sessão (ao pedir verificação de quórum).“Não concordo. Os meios de comunicação são tão importantes quanto a ciência e tecnologia”, afirmou. 

Por fim, costurou-se que na próxima terça serão ouvidas a SBPC e a ABC, além do Confap e da Andifes. Em seguida, mas a critério do próprio, haverá uma audiência na comissão com o ministro Kassab. Depois haverá reunião com Sintelebrasil, Abratel, Anatel, FNDC e Idec. E um novo pedido de reunião com o ministro

Leia também: CCT ouvirá cientistas e Kassab, novo ministro da Ciência e Tecnologia

terça-feira, 17 de maio de 2016

Pesquisadores criticam fusão de ministérios da Ciência e Comunicações

O Globo
17 de maio de 2016
Sérgio Matsuura e Paula Ferreira


divulgação

RIO - A decisão do presidente interino, Michel Temer, de fundir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações (MC) foi recebida com muitas críticas pela comunidade científica. O setor, que já convivia com cortes orçamentários no segundo mandato da presidente afastada, Dilma Rousseff, se vê agora, no início da nova gestão, envolto em incertezas. Para entidades da área, que divulgaram um manifesto no qual chamam a junção das pastas de “medida artificial”, a novidade sinaliza uma falta de prioridade em relação aos investimentos em pesquisas. Eles temem a deterioração de uma situação que já estava ruim. Procurado, o novo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, cujo titular é Gilberto Kassab (PSD-SP), não se manifestou sobre os questionamentos.


— É uma decisão sem qualquer fundamentação inclusive nos anseios da sociedade brasileira, que quer ver o país se desenvolvendo tecnologicamente. É unânime que foi uma péssima ação — avalia o físico da USP Paulo Artaxo Netto, apontado pela consultoria Thomson Reuters como um dos quatro pesquisadores brasileiros mais influentes do mundo. — Isso demonstra que não sabem entender o desenvolvimento do país com ciência e tecnologia, continuam essencialmente focados no agronegócio e no extrativismo. O Brasil tem que dar um passo à frente e a decisão desse novo governo foi dar um passo atrás.

Presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), uma das 14 entidades signatárias do manifesto contra a nova configuração do Ministério, Luiz Davidovich critica:

— Aumentou a distância da área de ciência e tecnologia para os mais altos poderes da República. Antes, o ministro específico participava das reuniões, o que não vai mais acontecer.

Segundo ele, no entanto, não é possível prever como a área será afetada.

— Falta definição sobre o que vai significar esse ministério híbrido. O que existe é uma torcida para que a área seja prioritária e que possamos não apenas manter o que vinha sendo feito, mas reconstruir a ciência no Brasil — diz.

Agendas incompatíveis

Assim como a classe artística, que vem criticando a fusão das pastas de Cultura e Educação, os cientistas se uniram contra a medida num manifesto que critica, principalmente, a incompatibilidade das agendas dos dois ministérios em “procedimentos, objetivos e missões”. Enquanto a atuação do MCTI é baseada pelo mérito científico e tecnológico, o MC exerce funções como a concessão de canais de radiodifusão e fiscalização das operadoras de telefonia, que envolvem relações políticas e práticas de gestão distintas. A junção dessas atividades díspares enfraqueceria o setor de ciência, tecnologia e inovação, que, em outros países, ganha importância em uma economia mundial crescentemente baseada no conhecimento. Estados Unidos, China e Coreia do Sul são exemplos de países que, em época de crise, aumentam os investimentos no setor por considerar esta a melhor maneira de construir uma saída sustentável para os problemas.

Para Francisco José Barcellos Sampaio, presidente da Academia Nacional de Medicina, outra signatária do manifesto, a fusão dos ministérios “fragiliza” e coloca o país em “posição de inferioridade” frente a outras nações. Segundo ele, o investimento em ciência e tecnologia deveria ser prioridade para o governo, sobretudo em momentos de extremos.

— Sem um ministério próprio, vamos ficar em posição de inferioridade frente a outros países desenvolvidos e em desenvolvimento — avalia.

Após um período de bonança na década passada, os investimentos na produção científica sofreram um revés nos últimos anos. Dados do Portal da Transparência mostram que 2015 foi o primeiro ano desde 2004 a registrar queda nos gastos diretos do MCTI. Foram investidos R$ 6,9 bilhões, contra R$ 8,4 bilhões em 2014. Este ano, até agora os gastos foram de apenas R$ 1,4 bilhão.

Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader destaca que, sem impulsionar o setor, a economia pode ser prejudicada:

— Graças às ações de ciência , tecnologia e inovação, operadas em diálogo com o ministério, o país avançou em campos que hoje sustentam o que tem dado certo na economia nacional.

O presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado, Lasier Martins (PDT-RS), apoiou a abertura do processo de impeachment na Casa e o consequente afastamento de Dilma Rousseff, mas se disse preocupado com os rumos da política de ciência e tecnologia do governo interino. Para sanar dúvidas, a comissão encaminhou um ofício convidando Gilberto Kassab a prestar esclarecimentos.

— O governo que está saindo teve um descaso impressionante com o MCTI. Agora, assume o novo governo e a primeira medida é a fusão — afirma Martins. — Se a verba já não vinha, agora virá para um ministério duplo.

Procurada pelo GLOBO, a assessoria da Presidência da República não respondeu aos questionamentos da reportagem, até o fechamento desta edição, sobre o funcionamento da pasta e se haverá algum corte orçamentário.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Temer, Kassab e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Direto da Ciência
Maurício Tuffani
13 de maio de 2016

Divulgação
Apesar das notícias que circularam ontem de que o ex-ministro Marco Antonio Raupp estaria sendo escolhido pelo governo de Michel Temer (PMDB) para uma secretaria no novo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações — sim, é “Inovações”, no plural, como está hoje no Diário Oficial da União —, ainda à noite nada havia sido acertado entre ele e a pasta, cujo titular é Gilberto Kassab (PSD-SP).  Por outro lado, já há indicações da permanência de Hernan Chaimovich na presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bem como de Jailson Bittencourt de Andrade, atual secretário de de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento. Leia mais