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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Marte vai parecer maior hoje; planeta estará a menor distância em 11 anos

UOL
30 de maio de 2016



Nesta segunda (30), Terra e Marte estarão na posição mais próxima já registrada nos últimos 11 anos. A menor distância registrada no século entre o "planeta vermelho" e o nosso foi em agosto de 2003. Hoje, Marte ficará mais iluminado e poderá ser visto a olho nu.

A distância entre os dois planetas será de 75,3 milhões de quilômetros nesta noite. O número pode parecer alto, mas essa distância pode chegar até 400 milhões de quilômetros. Em 2003, foi registrada a menor distância em 60 mil anos --quando a marca foi de 55,76 milhões de quilômetros.

O fenômeno acontece quando a Terra forma um alinhamento quase perfeito com o Sol e Marte, num fenômeno chamado de oposição afélica. "Por estar mais distante do Sol, a órbita de Marte é maior que a da Terra. O tempo que Marte gasta para dar uma volta em torno da estrela é de aproximadamente dois anos terrestres", afirma Renato Las Casas, coordenador do grupo de astronomia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Esse alinhamento acontece a cada 26 meses, mas como as circunferências da Terra e de Marte não são perfeitas, a distância entre os dois planetas no momento do alinhamento nem sempre é a mesma.

O fenômeno irá acontecer novamente em julho de 2018 com uma aproximação ainda menor que a deste ano: 57, 6 milhões de quilômetros.

domingo, 22 de maio de 2016

Marte foi atingido por dois mega-tsunamis há bilhões de anos

Revista Galileu
19 de maio de 2016



Já é quase certo que Marte teve bastante água em sua superfície, num passado distante. Apesar de acreditarem que havia um grande oceano na região nordeste do planeta, cientistas nunca conseguiram encontrar evidencias desta grande bacia, nem mesmo um litoral, traço comum dos lagos terrestres.

Este mistério pode começar a ser resolvido a partir de um estudo publicado na revista Nature Scientific Reports e liderado pelo pesquisador Alexis Rodriguez, do Planetary Science Institute, do estado americano de Arizona. De acordo com a pesquisa, Marte foi castigado por dois gigantescos mega-tsunamis há cerca de 3 bilhões de anos e estes fenômenos, causados pelos impactos de asteroides, espalharam sedimentos pelo planeta, apagando as evidências de costas ou litorais.

Os estudos de Rodriguez o levaram a concluir que o impacto do primeiro corpo estelar formou uma cratera de 30 quilômetros de diâmetro no fundo do oceano de Marte. Ainda segundo o pesquisador, as ondas geradas pela colisão foram de 120 metros de alturas e se espalharam por mais de 250 quilômetros do solo marciano. “Isso deve ter sido bem espetacular”, Rodriguez disse à Nature.

O pesquisador disse que não foi possível calcular o intervalo de tempo entre o primeiro mega-tsunami e o segundo, mas afirmou que, quando o segundo fenômeno aconteceu, o planeta já havia sido atingido por uma rápida e violenta mudança climática, que transformou boa parte da água do planeta em gelo. Então, o impacto do segundo tsunami espalhou sedimentos de água congelada pelo planeta, bagunçando e escondendo ainda mais os traços do antigo oceano.

As evidências destes tsunamis antiquíssimos vieram de análises do solo e de imagens térmicas de duas regiões do nordeste de Marte, a planície Chryse e o planalto Arabia Terra, como pode ser visto na imagem abaixo.