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terça-feira, 28 de junho de 2016

Ministro: MCTIC vai contribuir com parque tecnológico no Rio Grande do Norte

MCTIC
27  de junho de 2016

Ministro participou de seminário na Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte 
Um cronograma para elaboração de projeto será definido nas próximas semanas em parceria com o governo do estado. Gilberto Kassab participou do 27º Seminário Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, anunciou nesta segunda-feira (27) a elaboração de um projeto para a construção de um parque tecnológico no Rio Grande do Norte. Segundo ele, o MCTIC quer apoiar os investimentos em pesquisa e inovação no estado. O anúncio foi feito em Natal, onde Kassab participou do 27º Seminário Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

"Nós estabelecemos com o governador [Robinson Faria] um cronograma para que possamos, nas próximas semanas, já ter em Brasília uma equipe do estado reunida conosco, a fim de que possamos instalar, aqui no Rio Grande do Norte, um importante parque tecnológico, que possa atender às vocações locais."

No evento, o ministro destacou dados de um estudo sobre indicadores de parques tecnológicos realizado pelo MCTIC em parceria com o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (CDT/UnB) em 2013. As 80 unidades consultadas na ocasião tinham 939 empresas instaladas, sendo a maior parte nas regiões Sul (373), Nordeste (303) e Sudeste (230). O Centro-Oeste e o Norte, juntos, abrigavam 33 empresas.

"Aqui no Rio Grande do Norte há muito por fazer. É um dos estados do Nordeste ainda sem parque tecnológico e que, nos últimos anos, tem recebido poucos investimentos em pesquisa e inovação. A nossa disposição é reverter esse cenário. Vamos buscar instrumentos para isso na Finep [Financiadora de Estudos e Projetos], no BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e em outros organismos de apoio", afirmou.

Kassab disse ainda que o MCTIC e governo estadual vão definir os setores econômicos que serão instalados no parque tecnológico. "Ele terá a particularidade de atender às vocações do estado, com pesquisa, por exemplo, de energia eólica, biocombustíveis, pedras preciosas e sais minerais. Enfim, a ideia é identificar possibilidades e criar núcleos vinculados a cada uma delas."

Atualmente, o Brasil possui 96 iniciativas de parques tecnológicos – 29 em operação, 27 em implantação e 40 em projeto. O MCTIC criou em 1998 e reformulou em 2005 o Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e aos Parques Tecnológicos (PNI), com objetivo de fomentar maior aproximação entre academia e indústria.

O Seminário Motores do Desenvolvimento é realizado desde 2008 pelo jornal Tribuna do Norte em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Federação do Comércio do RN (Fecomércio), a Federação das Indústrias do RN (Fiern) e o Ministério Público estadual.
A atual edição do evento tem como tema a "UFRN e os parques tecnológicos, inovação para o desenvolvimento".

sábado, 28 de maio de 2016

José Raimundo da AEB em anúncio publicitário. Pode?

Redação SindCT
Shirley Marciano
28 de maio de 2016


Essa matéria publicitária foi divulgada no dia 25/05 no jornal O Vale. Nem um problema até aí, não fosse o fato do garoto propaganda ser o José Raimundo Braga Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). Isso pode?

Ele é um servidor público federal e deve atender ao interesse da nação e não de empresas. Por essa razão, estou estranhando. Numa matéria publicitária, quem paga coloca o que lhe é conveniente, mas, havendo uma autoridade, acaba chancelando o que lá está escrito, sendo verdade ou não.

Vamos apurar melhor essa fusão do Parque Tecnológico-- entidade de direito privado-- com a Cecompi, mas, de antemão, digo que já há desencontros de informação. Na primeira notícia que li, dizia que vai ser o maior parque tecnológico do Vale do Paraíba, na segunda que será o maior do País e nesta d O' Vale já está falando que será o maior do mundo. A próxima, provavelmente, dará conta de ser o maior do sistema solar. 

Por que essa publicidade toda? Não sei. A única coisa que tenho certeza-- e que está contida na matéria-- é que haverá muito dinheiro público chegando ali, enquanto os Institutos passam por economias absurdas.  

Aqui quis mostrar mais essa questão curiosa da foto com o José Raimundo. Mas, vamos apurar o que tem mais por aí. Se for bom, voltamos aqui para parabenizar. Se tiver algum problema, vamos certamente denunciar. 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Fusão transforma Parque Tecnológico de São José dos Campos no maior do país

Meon
Henrique Macedo
25 de maio de 2016

Foto: Claudio Capucho

O Parque Tecnológico São José dos Campos e o Cecompi (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista) anunciaram nesta terça-feira (24) que fundiram suas atividades. Participaram do evento os diretores do Parque e do Cecompi, representantes de empresas, associações, secretários municipais, vereadores e o prefeito Carlinhos Almeida.

Dessa forma, a região do Vale do Paraíba passa a sediar o maior complexo de pesquisa, inovação e empreendedorismo do Brasil, com um total de 304 empresas, entre incubadas, residentes e seis instituições de ensino e pesquisa.

A fusão vai permitir que o polo receba R$ 3 milhões a mais em seu orçamento anual - de R$ 15,6 milhões para R$ 18,6 milhões. O quadro de funcionários subirá de 23 para 43. O volume de recursos captados para investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) sobe de R$ 11 milhões para R$ 22 milhões.

Para o diretor-geral do Parque, Marco Antonio Raupp, objetivos comuns ajudaram na concretização da fusão. "A união do Parque Tecnológico com o Cecompi teve motivação natural, pois ambas instituições têm o mesmo objetivo: promover o empreendedorismo inovador e a competitividade das empresas".

Além de empresas de ponta como a Boeing e a Embraer, o Parque conta originalmente com três centros empresariais, cinco centros de desenvolvimento tecnológico e três laboratórios. Abriga também o Parque das Universidades, onde estão instaladas unidades da Fatec, da Unesp e da Unifesp.

O Cecompi vai transferir para o parque cinco programas: o Arranjo Produtivo Local em Tecnologias da Informação e Comunicação, o Cluster Aeroespacial e Defesa, o Escritório de Negócios, as três unidades das Galerias do Empreendedor e o Programa Municipal de Incubadoras de Empresas.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Vale do Paraíba passa a abrigar o maior centro de inovação e empreendedorismo do Brasil

Parque Tecnológico São José dos Campos
24 de maio de 2016

Divulgação/Parque Tecnológico-SJC
Ao promover fusão com o Cecompi, Parque Tecnológico São José dos Campos abrigará mais de 300 empresas e seis instituições de ensino e pesquisa.

O Parque Tecnológico São José dos Campos e o Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi) anunciaram nesta terça-feira, 24/05, que se tornaram uma só organização. Com isso, o Vale do Paraíba passa a abrigar o maior complexo de inovação e empreendedorismo do País, com um total 304 empresas, entre residentes, incubadas e associadas, e seis instituições de ensino e pesquisa. Na união das duas instituições prevaleceu a denominação Parque Tecnológico São José dos Campos, cuja sede fica no km 138 da Via Dutra em uma área de 25 milhões de metros quadrados.

O Parque conta originalmente com três centros empresariais, cinco centros de desenvolvimento tecnológico e três laboratórios multiusuário. Abriga também o Parque das Universidades, onde estão instaladas unidades da Fatec, da Unesp e da Unifesp.

O Cecompi, por sua vez, transfere para o Parque cinco programas: o Arranjo Produtivo Local em Tecnologias da Informação e Comunicação (APL TIC Vale), o Cluster Aeroespacial e Defesa, o Escritório de Negócios, as três unidades das Galerias do Empreendedor e o Programa Municipal de Incubadoras de Empresas.

“A união do Cecompi com o Parque teve uma motivação natural: ambas instituições tinham o mesmo objetivo de promover o empreendedorismo inovador e a competividade das empresas”, explica o diretor geral do Parque, Marco Antonio Raupp. “Será uma soma em que um mais um dará um resultado maior do que dois”, compara.

“Essa união fortalece a sinergia entre associados aos clusters, empresas incubadas e residentes nos centros empresariais, pesquisadores dos Centros de Desenvolvimento Tecnológicos, universidades e grandes empresas presentes no Parque”, observa o diretor do Cecompi e diretor de negócios, Marcelo Sáfadi. “Teremos agendas únicas, mais estratégicas e com maior retorno ao associado, por estarem concentradas em uma única instituição”.

Outras vantagens da fusão são o fortalecimento da gestão e da governança, que passam a concentrar estrategicamente recursos humanos, técnicos e financeiros. O Parque Tecnológico passa a contar agora com R$ 3 milhões a mais em seu orçamento anual, o que representa um aumento de 20%, de R$ 15,6 milhões para R$ 18,6 milhões. E seu quadro de funcionários subirá de 23 para 43.

O volume de recursos captados para investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) dobram de valor – de R$ 11 milhões para R$ 22 milhões.

Organizações sociais
Tanto o Parque como o Cecompi são Organizações Sociais, com contratos de gestão com a Prefeitura de São José dos Campos e convênios com agências dos governos paulista e federal. Fundado em 2003, o Cecompi vinha funcionando desde 2009 nas dependências do Parque Tecnológico, ano em que este foi criado. Com a fusão, o Parque passa a abrigar os programas desenvolvidos pelo Cecompi.

Um deles é o Arranjo Produtivo Local de Tecnologias de Informação e Comunicação, o APL TIC Vale. São 66 empresas associadas, a maioria de São José dos Campos. Elas são desenvolvedoras de softwares, hardwares e serviços de TI, com foco principal em varejo, cidades inteligentes e indústria 4.0.

Outro programa é o Cluster Aeroespacial e de Defesa, cuja empresa-âncora é a Embraer. No total são 116 empresas associadas que atuam em consultoria, engenharia, serviços, indústria e manufatura, e defesa e segurança. Elas estão distribuídas em seis Estados brasileiros; a maior parte delas, porém, é sediada em São José dos Campos.

O Parque Tecnológico absorverá também o Programa Municipal de Incubadoras, da Prefeitura de São José dos Campos. Participam a Incubadora de Base Tecnológica

Aeronáutica (Incubaero), localizada no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA); a Incubadora da Universidade do Vale do Paraíba; e a Incubadora de Negócios anteriormente gerida pelo Cecompi. As três incubadoras abrigam 32 empresas.

O Escritório de Negócios, antes sob responsabilidade do Cecompi, passa a ser gerido pelo Parque. Seu objetivo é colaborar com as empresas no seu desenvolvimento junto ao mercado. Os serviços do Escritório de Negócios podem ser prestados também para empresas não vinculadas ao Parque Tecnológico.

Denominadas “Mini Shopping”, as Galerias do Empreendedor são mais um programa que passa do Cecompi para o Parque. Tratam-se de pequenos centros comerciais para fomentar o empreendedorismo socioeconômico em bairros mais afastados do centro da cidade. Com um total de 30 lojas, existem três Galerias do Empreendedor: Mini Shopping Campo dos Alemães, Mini Shopping Castelli e Mini Shopping Mariana II.

Ambientes sinérgicos
O Parque Tecnológico São José dos Campos se caracteriza por abrigar diferentes ambientes para promover a sinergia entre empresas e instituições de pesquisa.

Nos três Centros Empresarias há empresas de pequeno, médio e grande porte que realizam atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Há também cinco Centros de Desenvolvimento Tecnológico, com a participação de empresas e instituições de pesquisa. E três laboratórios multiusuário que podem ser utilizados inclusive por empresas não vinculadas ao Parque: Laboratório de Estruturas Leves, Laboratório de Simulação de Sistemas Críticos e Centro de Desenvolvimento em Manufatura.

No Parque estão sendo construídos mais um Centro Empresarial e dois laboratórios: um de Compatibilidade e Interferência Eletromagnética, e outro de Manufatura Digital e Prototipagem Virtual.