terça-feira, 3 de maio de 2016

Temer oferece Ciência e Tecnologia a PRB após sigla recusar Previdência e Portos

Estadão
Igor Gadelha, do O Estado de SP
3 de maio de 2016

Marcos Pereira do PRB em seu gabinete
Oferta agradou à cúpula do partido, que tem bancada majoritariamente evangélica; bispo Marcos Pereira deve ser indicado

BRASÍLIA - Dono de uma bancada majoritariamente evangélica, o PRB foi convidado e aceitou ontem indicar o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação de um eventual governo Michel Temer. O presidente do partido, o advogado e bispo licenciado Marcos Pereira, deverá ser o indicado para o cargo. Ele esteve na noite de segunda, 3, com Temer para discutir a indicação do partido.

O convite foi feito ao PRB por emissários de Temer em substituição ao desejo da legenda de ocupar o Ministério da Agricultura. A sigla chegou, inclusive, a ameaçar ser oposição ao peemedebista no Congresso, caso ele não atendesse ao pedido.

Apesar de o PRB já ter aceitado o convite, aliados de Temer evitam confirmar a indicação. Segundo um articulador do vice, “é um das possibilidades”. A pasta vinha sendo cobiçada também pelo PSB. 

O PRB tem ligação com a Igreja Universal do Reino de Deus, chefiada pelo bispo Edir Macedo. O ministério oferecido ao partido é responsável pela política nacional de pesquisa, desenvolvimento, produção e aplicação de novos materiais e serviços de alta tecnologia no País, além de cuidar do patrimônio científico e tecnológico do Brasil e da política espacial. A academia rechaça a interferência da religião nos trabalho de pesquisa.

No governo Dilma Rousseff, a pasta foi ocupada por integrantes de PMDB, PC do B e PSB. O último a ocupar o cargo foi o deputado federal Celso Pansera (PMDB-RJ), que deixou o posto em abril após seu partido romper oficialmente com a presidente.

Negociação. Antes de o PRB aceitar a Ciência e Tecnologia, Temer fez outras duas ofertas ao partido. Na semana passada, emissários do vice ofereceram à sigla o comando do Ministério da Previdência Social ou da Secretaria dos Portos da Presidência da República.

A cúpula do PRB, no entanto, descartou de imediato a oferta da Previdência Social. Alegou que a pasta traria desgaste por causa de uma eventual reforma previdenciária, com medidas como a fixação de idade mínima para aposentadoria no País.

Já em relação à Secretaria dos Portos, a direção do PRB afirmou que só aceitaria a pasta se ganhasse outro ministério. Articuladores de Temer, porém, disseram não ser possível dar dois ministérios à legenda, que possui 22 deputados federais e um senador – Marcelo Crivella (RJ).

Temer teve de negociar com o PRB a desistência do Ministério da Agricultura, após pressão do agronegócio. O setor pediu ao vice-presidente que, ao assumir o governo, indique alguém ligado à área. O PRB, contudo, não possui quadros ligados ao setor.

PP. Segundo apurou o Estado, a Agricultura deve ficar com o PP. A legenda também deverá ficar com a tarefa de “referendar” um nome técnico para comandar o Ministério da Saúde. Um dos nomes mais cotados pela cúpula da sigla é o do médico paulista Raul Cutait.

Artigo: Temer sinaliza que Ministério da Ciência e Tecnologia continua como moeda de troca

Direto da Ciência
Maurício Tuffani*
3 de maio de 2016

Marcílio Nogueira, obrigada pelo envio do artigo. 

MCTI/Divulgação
Não demorou muito para o vice-presidente Michel Temer (PSDB-SP) mostrar que tratará o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) como mera moeda de troca, da mesma forma como tem procedido a presidente Dilma Rousseff (PT-RS) desde o início da campanha para a votação que os reelegeu em 2014. Embora na comunidade científica não deveria mais haver esperanças para a escolha de bons nomes, foi recebido muito negativamente o anúncio ontem (segunda-feira, 2/5) de que a pasta deverá servir de consolo para o PRB, e já com a indicação do nome do presidente do Partido, Marcos Pereira, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

Estranhos no ninho
A nomeação de estranhos no ninho para a pasta já havia começado no início do primeiro governo Lula (2003-2006) com a indicação de Roberto Amaral (PSB-RJ), que começou sua gestão (2003-2004) s destacando na imprensa com sua opinião de que o Brasil deveria produzir tecnologia para armas nucleares. Na sequência, a negociação do MCTI como território do PSB foi mantida com a indicação do pernambucano Eduardo Campos (2004-2005), mas felizmente resultou na escolha do engenheiro eletrônico e físico Sérgio Rezende (PE), mestre e doutor pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que permaneceu no cargo até o final do segundo mandato de Lula em uma gestão consistente e respeitada por grande parte da comunidade científica (2005-2010).

 Reviravoltas
O PSB acabou perdendo o MCTI nas negociações de Dilma para sua primeira gestão, que começou com a nomeação de Aloizio Mercadante (PT-SP), outro nome que não tem nada a ver com a pasta. Passado pouco mais de um ano e meio (2011-2012), a ambição do petista pelo Ministério da Educação permitiu à presidente escolher Marco Antonio Raupp, ligado ao PMDB, que era então presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ex-diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Novos tropeços
Essa segunda gestão consistente do MCTI na era petista durou apenas de janeiro de 2012 a março de 2014. Apesar de não ser candidato às eleições, Raupp acabou sendo exonerado junto com outros ministros que estavam saindo para concorrer. O novo escolhido foi Clélio Campolina Diniz, reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indicado por Fernando Pimentel (PT-MG), candidato a governador. Nove meses depois, em dezembro de 2014, entre os nomes do ministério do segundo mandato de Dilma surge o do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

‘Pegadinha’
Até ser confirmada como verdadeira, a notícia chegou a ser interpretada como “pegadinha” ou brincadeira de sites humorísticos devido ao histórico do deputado com referências anedóticas relacionadas à inovação e ao aquecimento global. No arranjo governamental para tentar conter a crise política que já ganhava força no ano passado, Dilma coloca Rebelo no Ministério da Defesa e nomeia para o MCTI o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), que deixou o cargo na semana anterior à votação do impeachment. A pasta está interinamente sob o comando da secretária-executiva Emília Ribeiro, nomeada por Rebelo por indicação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de quem ela era chefe de gabinete.

Bye-bye Brasil
Para marcar o quadro de desânimo em relação ao futuro da ciência e da tecnologia no Brasil, o jornalista Bernardo Esteves, da revista Piauí, anunciou em seu blog Questões da Ciência que irá embora do Brasil a neurociensta Suzana Herculano-Houzel, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), autora de estudos na área de neurologia que tiveram ampla repercssão internacional. De malas prontas para viajar para Nashville, no Tennessee (EUA), ela passará a trabalhar na Universidade Vanderbilt. O post antecipa algumas afirmações da pesquisadora para o artigo de despedida dela do país, que estará na edição deste mês da Piauí, no qual ela explica sua frustração por trabalhar no Brasil.

"Não importa o quanto um cientista produza, o quanto se esforce, quanto financiamento ou reconhecimento público traga para a universidade – o salário será sempre o mesmo dos colegas que fazem o mínimo necessário para não chamar a atenção".

*Maurício Tuffani é editor do blog Direto da Ciência

Para sair da crise, Brasil deve apostar em ciência, diz novo presidente da ABC

MCTI
3 de maio de 2016

Luiz Davidovich é físico e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro.  Crédito: ABC
Para o físico Luiz Davidovich, país deve seguir exemplos de nações que enfrentaram crises econômicas ampliando os investimentos em P&D. Segundo ele, MCTI teve papel fundamental no desenvolvimento do Brasil e deve ser fortalecido.

O físico Luiz Davidovich, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), assume a presidência da Academia Brasileira de Ciências (ABC), que completa 100 anos nesta terça-feira (3). Ele substitui o matemático Jacob Palis, que estava à frente da entidade desde 2007. Em entrevista ao Portal MCTI, Davidovich afirmou que a saída para crise econômica está na ampliação dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. 

"O Brasil precisa reconhecer as áreas prioritárias e investir pesado", defendeu. Para ele, a ciência nem sempre tem aplicação imediata, e o Brasil deve apostar nas grandes revoluções. "Temos que estar na fronteira da ciência internacional, procurar atividades de pesquisa que podem resultar no futuro em grandes revoluções tecnológicas e sociais, mudando a nossa vida."

MCTI: O que podemos esperar da sua gestão na ABC?
Luiz Davidovich: A ABC tem produzido estudos sobre vários temas de grande relevância para o país. São trabalhos acompanhados de propostas de suma importância. O trabalho sobre reforma da educação superior, por exemplo, deu origem à Universidade Federal do ABC, que é uma universidade moderna, com possibilidade de formação interdisciplinar, contemporânea, para graduação em diversas áreas e saiu de recomendação da Academia. Nos últimos anos, a ABC construiu essa reputação de ser um centro de pensamento sobre o país que gera propostas de políticas públicas muito consistentes, pois são embasadas na competência científica dos membros da academia. 

Essa tem sido uma tarefa importante da Academia e a nova diretoria pretende continuar e ampliar, abordando temas que ainda não foram considerados e que são importantes para o país: fontes de energia, tecnologias portadoras de futuro, como nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia de informação, outros biomas, além da Amazônia, como o Mar, para o desenvolvimento sustentável do país. Pretendemos continuar nessa linha envolvendo um número cada vez maior de membros. É importante que os membros participem cada vez mais desses estudos e da formulação dessas propostas de políticas científicas. 

MCTI: A difusão da ciência também será prioridade?
Luiz Davidovich: A Academia tem a tradição de cultivar a curiosidade e o fascínio pela ciência. Promove também a educação em ciência. É uma preocupação da ABC desde a sua fundação. Vamos dar uma atenção especial à difusão da ciência. Explicar as grandes novidades da área para população, bem como, a importância da CT&I para o desenvolvimento do país. Vamos continuar e aprofundar o intercâmbio internacional, a ação com organizações científicas internacionais. 

Queremos fazer um trabalho político também, no sentido de que as propostas sejam atendidas e aproveitadas pelo governo. A nossa pauta vai incluir também o esclarecimento de governos que acham que a ciência tem que ter sempre aplicação imediata. Um engano. Grandes revoluções tecnológicas iniciam-se na pesquisa básica que não tinham ideia, quando foi realizada, de possíveis aplicações. A física quântica, cem anos depois, representava 1/3 do PIB dos Estados Unidos, e no início não tinham ideia da sua aplicação. O Brasil não pode ficar fazendo a pequena inovação e não apostar nas grandes revoluções. Nós temos que estar na fronteira da ciência internacional, procurar atividades de pesquisa que podem resultar no futuro em grandes revoluções tecnológicas e sociais, mudando a nossa vida.

MCTI: Como a atual conjuntura política brasileira afetou o setor?
Luiz Davidovich: Essa é uma pauta urgente. Vamos ter uma posição muito determinada em relação à CT&I no país. Quero mencionar os cortes substanciais nos orçamentos do MCTI e do MEC [Ministério da Educação]. Esses cortes interrompem ou atrasam o trabalho de rede de pesquisa, da oferta de bolsas, acaba precarizando a pesquisa, a inovação e a educação. O corte de bolsas é especialmente dramático, porque atinge estudantes que, de fato, serão os pesquisadores de amanhã, do futuro do Brasil. São aqueles que poderão ser os grandes criadores da inovação tecnológica de que o Brasil tanto precisa. Serão os cientistas que vão estar associados às grandes revoluções do conhecimento e as grandes revoluções tecnológicas. Esses cortes atingem em cheio o futuro do país. Nós vamos lutar contra isso.

MCTI: Qual é a alternativa num cenário de crise?
Luiz Davidovich: As pessoas acham, frequentemente, que a crise econômica implica necessariamente em cortes em todos os setores da vida pública. Isso é um mito que é contrariado pelo que acontece em vários países. A China, por exemplo, em momentos de crise aumenta o investimento em pesquisa, em particular, na pesquisa básica. No mesmo discurso em que o primeiro ministro chinês diz que o crescimento do país vai desacelerar ele diz que irão aumentar os investimentos em pesquisa básica e nas melhores universidades. 

Eles fazem isso porque sabem que esse é o meio de sair da crise, de alavancar o desenvolvimento de forma sustentável, através da inovação tecnológica e da atividade científica. Não é só a China. Os países da Europa chegaram a um acordo, recentemente, no sentido de alcançar investimento em P&D de 3% do PIB em 2020. O investimento do Brasil em P&D, atualmente, é da ordem de 1,5%. A proposta da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e também da ABC era no sentido de alcançar 2% do PIB de investimento em P&D em 2020. No andar da carruagem, esse objetivo é uma quimera, não sei se será alcançado. 

O Brasil vai ficando para trás em relação a outros países em desenvolvimento, como a China, a Índia, a África do Sul e a Rússia, que estão apostando em pesquisa em plena crise, porque acham que o desenvolvimento científico e tecnológico é fundamental para sair da crise. Essa é uma pauta importante da ABC.

MCTI: Como você avalia a ciência, tecnologia e inovação no Brasil?
Luiz Davidovich: Com o apoio que nós tivemos, desde 1950, quando foram fundados o CNPq e a Capes, deu origem a um parque científico muito importante no Brasil. Graças a essas iniciativas, surgiram jovens pesquisadores brilhantes que têm contribuído para o desenvolvimento do país e para o protagonismo internacional da ciência brasileira, que é muito importante. 

Elevou o Brasil a outro patamar. Nós vislumbramos um horizonte mais longínquo que mostra o que nós podemos alcançar e aumenta a nossa ambição. O Brasil precisa ter ambição na ciência. Nós estamos bem, mas podíamos estar muito melhores. Já publicamos nas melhores revistas internacionais, mas pelo menos em algumas áreas nós precisamos pautar a ciência internacional. Não é seguir o que os outros fazem, é fazer com que os outros nos sigam. 

O Estado precisa reconhecer que em épocas de crise você pode cortar muita coisa, mas não pode cortar o motor do desenvolvimento que é a ciência e a tecnologia, pois não vamos para frente. O Brasil precisa reconhecer as áreas prioritárias e investir pesado nessas áreas. A ciência é motor do futuro, então se você joga fora esse motor você não vai chegar ao futuro. Com ajustes fiscais você pode até estabilizar a economia por certo tempo até a próxima crise. Nós queremos evitar essa sucessão de crises, de uma economia fortemente baseada em exportação de commodities. 

Queremos que se aumente o valor agregado da produção brasileira de modo que o país possa ter protagonismo internacional na ciência, no comércio, nos produtos que colocar no mercado internacional. Não podemos continuar vivendo nesse perfil que vem desde os tempos da colônia.

MCTI: O MCTI completou 30 anos em 2015. Qual a importância da pasta para consolidação da ciência no Brasil?
Luiz Davidovich: [O ministério] tem tido papel muito importante para o Brasil na articulação dos institutos de CT&I e no país. É o ponto central. Tem sido um órgão muito importante. Certamente, a sua criação foi fundamental para o desenvolvimento que o Brasil teve nos últimos anos. É um ministério bastante moderno. São projetos construídos em debates. Deveria ter uma centralidade maior. A nova diretora da ABC irá defender a integridade e a individualidade do MCTI como órgão central da articulação da ciência no país, portanto, para o desenvolvimento brasileiro. Iremos defender isso. Vamos proteger o conhecimento e garantir o futuro do Brasil.

MCTI prepara consulta pública sobre regulamentação do marco legal de CT&I

Agência Gestão CT&I, via AEB
2 de maio de 2016


O secretário-executivo substituto do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Fernando Fauth, afirmou que está sendo preparada uma consulta pública sobre a regulamentação do Marco Legal da ciência, tecnologia e inovação (CT&I). A ideia é que a proposta seja disponibilizada no portal Participa.br.

A afirmação foi feita durante uma reunião entre os com os secretários da pasta, presidentes e dirigentes das agências e empresas públicas vinculadas ao órgão para debater as ações para impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico do País. No encontro, cada representante apresentou um histórico da sua agência ou empresa ressaltando ações importantes realizadas nos últimos anos, além das perspectivas do setor.

Em sua apresentação, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Jailson de Andrade, destacou a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti 2016 – 2019), o Eixo de Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia e os estudos que avaliam a segurança e a eficácia da fosfoetanolamina sintética no tratamento do câncer.

Jailson enfatizou o trabalho de articulação da secretaria para ampliar a infraestrutura científica do País, a exemplo do centro de educação e pesquisa HidroEX, do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira e do Observatório de Torre Alta da Amazônia (Atto).

Já o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, Edward Madureira Brasil, ressaltou outras atividades de popularização, como as olimpíadas do conhecimento e unidades móveis de ciência, a capacitação promovida pelos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) e os programas de tecnologias assistiva e de segurança alimentar.

O secretário de Política de Informática, Manoel Fonseca, abordou iniciativas de planejamento estratégico e modernização da gestão, a Lei de Informática (nº 8.248/1991), os programas de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), da Indústria de Equipamentos para a TV Digital (PATVD) e do Setor de Tecnologias da Informação (PADSTI) e ações do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior), como a nova etapa do Start-Up Brasil, e do projeto Veredas Novas, executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Eron Bezerra, tratou do Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e aos Parques Tecnológicos (PNI), do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNano) e de pesquisas com biodiesel, minerais e energia.

O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Wanderley de Souza ressaltou a necessidade de “nacionalizar” a atuação da financiadora. Segundo ele, a maior parte dos recursos da Finep concedidos às empresas concentra-se nas regiões Sul e Sudeste.

Nesse sentido, ele revelou que a Finep pretende realizar workshops em diversos estados das regiões CentroOeste, Norte e Nordeste para detalhar a atuação da financiadora e apresentar as possibilidades de crédito.

Artigo: Nas atividades espaciais cabe ao Estado deixar fazer

Jornal da Ciência, via AEB
José Raimundo Braga Coelho*
3 de maio de 2016

AEB/Divulgação
Artigo da edição do mês de abril do Jornal da Ciência, publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Uma das iniciativas de estabelecimento de um programa espacial no Brasil ocorreu quando brasileiros e franceses discutiram a possibilidade de criação de uma Missão Espacial Brasileira, que seria executada em parceria com o CNES (a Agência Espacial Francesa). É interessante observar um pressuposto já estabelecido naquela época, ­final dos anos 1970: a implantação de uma empresa que gradativamente deveria transformar-se em uma Integradora, também denominada Contratante Principal.

A ideia de organizar o que se tornaria o Programa Espacial Brasileiro, como um sistema, foi lançada ainda nos anos 70, com a criação, no âmbito do Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), da Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (Cobae). Coube à Cobae conceber e implementar a então denominada Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) – um programa integrado que tinha como meta o estabelecimento de autonomia na área espacial, ou seja, colocar satélites brasileiros em órbita, com foguetes nacionais, a partir de um Centro de Lançamentos próprio. A parceria com o CNES, à época, foi deixada de lado.

A MECB foi a tônica do programa espacial nos anos 80 e início dos anos 90, responsável por lançar as bases da infraestrutura e dos quadros técnicos que permanecem até hoje, assim como dos primeiros resultados concretos na área de satélites: o SCD1 e o SCD2 (Satélites de Coleta de Dados).

Em 1988, Brasil e China decidiram desenvolver uma família de Satélites de Observação da Terra (CBERS), dando início a um outro tipo de integração – a integração por oportunidade, valendo-se de parcerias estratégicas, baseadas em dois fatores considerados de suprema importância – os benefícios mútuos e o desenvolvimento conjunto.

Em 1994 foi criada a Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia federal de natureza civil, hoje vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com a incumbência de executar e fazer executar a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE). Coube à AEB a responsabilidade de dar continuidade aos projetos concebidos no âmbito da MECB, integrada à nova agenda decenal estratégica do Programa Espacial Brasileiro, denominada Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

Juntos à AEB, responsável pela coordenação geral do programa espacial, o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae) conta com dois principais órgãos setoriais: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo desenvolvimento de tecnologias e sistemas satelitais, e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), onde está o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), que desenvolve tecnologias para os sistemas de lançadores. Agregam-se a esses segmentos, a Indústria Nacional Espacial, as universidades e, mais recentemente, os usuários e parceiros, que utilizam diretamente os benefícios dos empreendimentos.

A despeito da atribuição legal de coordenação concedida à AEB, o Programa Espacial Brasileiro de hoje ultrapassa as fronteiras do PNAE. Estende-se a necessidades ditadas por segmentos importantes da nação. A segurança nacional, com sua envoltória operacional abrangente, é um dos mais ilustres exemplos.

Foi assim que acolhemos a ideia do SGDC (o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica), onde a participação do MCTI deve-se à decisão de Estado de que era fundamental aproveitar esta oportunidade para beneficiar o setor espacial brasileiro com conhecimentos e tecnologias, a serem garantidos durante o processo de aquisição dos sistemas.

A AEB foi incluída na gestão do planejamento, da construção e do lançamento do SGDC, e está empenhada nas ações do Plano de Absorção e Transferência de Tecnologia, com isto preparando a base industrial e as nossas instituições para um comprometimento progressivo e efetivo nas próximas missões. A criação no âmbito desse programa de Empresa Integradora, Contratante Principal, em uma articulação entre a Telebrás e a Embraer, atendeu ao princípio que para nós inspira muito sucesso – a Parceria Público Privada (PPP).

É esse, em poucas palavras, o cenário de desenvolvimento da tecnologia espacial que buscamos alcançar. No entanto, cabe ressaltar três desafi­os fundamentais, que se adequadamente superados, poderão contribuir para reverter a percepção sobre os resultados efetivos do nosso programa espacial.

Primeiro: é necessário reconhecer que o orçamento hoje destinado às atividades espaciais brasileiras é muito reduzido, tanto em termos absolutos, quanto em termos relativos. Programas espaciais são exigentes por sua própria natureza, mas os benefícios auferidos não se comparam aos montantes investidos.

Segundo: as instituições públicas executoras dos projetos continuam sufocadas pela burocracia, pelas incertezas jurídicas, pelo temor dos administradores frente aos órgãos de controle, e principalmente, por um aparente e incontornável declínio em seus quadros de servidores técnicos e administrativos. O modelo que rege tais organizações precisa ser mudado, para que haja esperanças de uma reversão da realidade atual.

Terceiro: programas de Estado, via de regra, como os programas espaciais, sempre exigirão a presença e competência do Estado, para formular os requisitos dos sistemas e missões, e contratar sua execução. A opção de fazer ele próprio vem se mostrando cada vez menos efi­caz. Torna-se fundamental que o Brasil entenda que não há alternativa fora da plena atribuição à indústria nacional da responsabilidade pelo desenvolvimento dos projetos em sua fase industrial. Ao Estado não cabe mais fazer, mas deixar fazer, em seu próprio benefício.

* José Raimundo Braga Coelho é presidente da AEB

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cientistas descobrem 3 planetas semelhantes à Terra

Agência EFE, via G1
2 de maio de 2016

Ilustração artística mostra como seria a superfície de um dos três planetas que orbita uma estrela anã ultrafina que fica a apenas 40 anos luz da Terra (Foto: ESO/M. Kornmesser/AP)
Estrela TRAPPIST-1 fica na constelação de Aquário. Achados deste estudo foram publicados pela revista 'Nature'.
Um grupo internacional de cientistas descobriu três planetas de tamanhos e temperaturas semelhantes às da Terra que orbitam ao redor de uma estrela anã ultrafria a apenas 40 anos luz da Terra, anunciou nesta segunda-feira (2) o Observatório Austral Europeu (ISSO).

Os astrônomos fizeram esta descoberta ao detectar através do telescópio TRAPPIST, instalado no Observatório La Silla (Chile), que esta estrela desvanecia em intervalos regulares, o que significa que vários objetos passavam entre ela e a Terra.

Segundo os astrônomos, a estrela TRAPPIST-1, que fica na constelação de Aquário, é uma estrela anã frágil, mais fria e vermelha que o Sol, e de um tipo muito comum na Via Láctea, mas se trata da primeira vez que foram encontrados planetas gravitando ao seu redor.

Os achados deste estudo, publicado pela revista "Nature", foram defendidos com entusiasmo por Emmanuël Jehin, um dos cientistas envolvidos - "se trata de uma mudança de paradigma" - e por Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, (MIT, EUA), "é um passo gigante na busca de vida no Universo".

"Se queremos encontrar vida em outros lugares do Universo, aí é onde devemos começar a buscar", explicou o responsável pela equipe de astrônomos, Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade de Liège, Bélgica.
Determinar o tamanho destes três planetas foi possível graças a aparelhos ópticos maiores, como o instrumento HAWK-I, instalado no telescópio de longo alcance (VLT, e de oito metros) do Observatório La Silla.

O estudo constatou que do trio de planetas, dois deles demoram 1,5 e 2,4 dias respectivamente para completar sua órbita, enquanto o terceiro gasta entre 4,5 e 73 dias.
A consequência destes períodos orbitais tão curtos é que "os planetas estão entre 20 e 100 vezes mais perto de sua estrela que a Terra do Sol", explicou Gillon.

Paradoxalmente, os dois planetas mais próximos recebem só quatro e duas vezes a radiação que a Terra recebe, enquanto o terceiro, exterior, provavelmente recebe menos que a Terra.
Atualmente estão em construção vários telescópios gigantes com os quais De Wit acredita poder estudar estes planetas e suas atmosferas, "primeiro na busca de água e depois de plantas de atividade biológica".

O ISSO espera abrir uma nova via para a caça de exoplanetas que possam ser habitáveis, "primos" da Terra em condições, como os descobertos neste estudo.

Bispo licenciado da Universal é cotado para Ciência e Tecnologia de Temer

Folha de SP
Gustavo Uribe
Daniela Lima
2 de maio de 2016 - 21:19

Presidente nacional do PRB, o bispo licenciado da Igreja Universal Marcos Pereira/Victor Moriyama - 25.set.2012/Folhapress
Presidente nacional do PRB, o bispo licenciado da Igreja Universal Marcos Pereira é cotado para chefiar o Ministério da Ciência e Tecnologia em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer. Ele está reunido com Temer na noite desta segunda (2) no Palácio do Jaburu. A pasta foi oferecida ao partido esta semana, após naufragarem as tentativas de uma negociação em cima da Agricultura e da Secretaria Especial de Portos.

Sob Dilma Rousseff, o PRB comandou o Ministério do Esporte até as vésperas da aprovação do impeachment na Câmara. O titular da pasta nessa fase era o pastor George Hilton.

Nesta segunda-feira (2), Pereira publicou em sua página na internet uma mensagem em que diz que seu partido "saiu da base de apoio do governo Dilma Rousseff e deixou o Ministério do Esporte em pleno ano de realização das Olimpíadas por entender que houve crime de responsabilidade e pela dificuldade de diálogo que a presidente e seus auxiliares mais próximos sempre impuseram aos aliados".

"Nossa esperança é a de que o novo governo [Temer] não cometa os mesmos erros deste que está prestes a se encerrar. Temos conosco a expectativa de, juntos, deixarmos um legado para o futuro. O Brasil pode contar com o PRB", encerrou.

As conversas com o PRB ocorrem em meio à tentativa de Temer de equacionar as demandas de partidos que lhe darão sustentação no Congresso e a ideia de reduzir o número de ministérios (hoje em 32), caso assuma o Planalto.

SAÚDE

Nesta semana, avançaram conversas que o vice teve com integrantes de outras siglas, como o PP, que deve indicar o ministro da Saúde. O presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PB), foi a São Paulo conversar com cotados para a pasta, entre eles o cirurgião Raul Cutait, professor da USP (Universidade de São Paulo) e integrante da equipe do Sírio-Libanês.

Cutait lidera hoje as apostas para a chefia da pasta, mas o martelo ainda não foi batido.

Outro nome que despontou nos últimos dias foi o do secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, para o Ministério da Justiça. Filiado ao PSDB, ele é amigo pessoal de Temer e homem de confiança do governador Geraldo Alckmin.

Sua nomeação poderia, portanto, atender a dois propósitos: aproximar Temer de Alckmin e fechar a equação numa pasta delicada. O nome que figurava entre os favoritos do vice, o advogado Antônio Cláudio Mariz, acabou descartado após fazer críticas à Operação Lava Jato na semana passada.

Ainda nesta segunda (2) ganhou força a tese de que o PSDB poderia ainda indicar o deputado Bruno Araújo (PE) para o Ministério das Comunicações. Aliado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), ganhou projeção nacional ao se notabilizar como o parlamentar que deu o voto de número 342 a favor do impeachment, sacramentando a derrota de Dilma na Câmara.

Planetas recém-descobertos podem reforçar busca por vida além da Terra

Reuters, via Terra
Irene Klotz
2 de maio de 2016



A descoberta de três planetas que circulam em volta de uma estrela pequena e fraca pode aumentar as chances de se encontrar vida além da Terra, disseram astrônomos nesta segunda-feira.Os planetas do tamanho da Terra estão orbitando em volta da sua estrela mãe, localizada na constelação de Aquário e relativamente perto da Terra a 40 anos-luz, a uma distância que proporciona a quantidade certa de calor para haver água líquida na superfície deles, uma condição que os cientistas acreditam que pode ser crítica para gerar vida.

A descoberta representa a primeira vez em que planetas são encontrados orbitando um tipo comum de estrela conhecida como anã ultrafria, afirmaram os cientistas.

“Se nós queremos encontrar vida em outros lugares do universo, esse é o lugar em que devemos começar a procurar”, declarou Michael Gillon, da Universidade de Liège na Bélgica, principal autor da pesquisa publicada no periódico Nature, em comunicado.

A descoberta foi feita usando o europeu Pequeno Telescópio de Trânsito de Planetas e Planetesimais, ou TRAPPIST, localizado no Chile.

O telescópio descobre planetas ao buscar por mudanças na quantidade de luz vinda de uma estrela, que pode ser causada pela passagem de um planeta.


Temer oferece Ministério da Ciência e Tecnologia ao PRB

Estadão
Igor Gadelha
2 de maio de 2016



Emissários do vice-presidente Michel Temer ofereceram nesta segunda-feira, 2, o comando do Ministério da Ciência e Tecnologia ao PRB, em troca da Agricultura, pasta que o partido cobiçava inicialmente.

Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a oferta agradou à cúpula do PRB. A legenda também sinalizou ao vice-presidente que aceitaria o comando do ministério da Integração Nacional em um eventual governo do peemedebista.

Essa foi a terceira oferta de ministério feito por Temer ao PRB em troca da Agricultura. Na semana passada, emissários do vice haviam oferecido a Previdência Social e a Secretaria de Portos ao partido. A cúpula do PRB, no entanto, descartou de imediato a oferta da Previdência Social. Alegou que a pasta traria desgaste por conta da reforma previdenciária que Michel Temer sinaliza querer fazer.

Já em relação à Secretaria dos Portos, a cúpula da sigla afirmou que só aceitaria se ganhasse outro ministério. Interlocutores de Temer, contudo, disseram não ser possível dar duas pastas ao PRB e ofereceram Ciência e Tecnologia.

Após receber sinalização positiva da direção do PRB sobre o ministério, emissários do vice-presidente ficaram de dar uma resposta definitiva ao partido até o fim desta segunda-feira.

PP
O Ministério Agricultura deve ficar de fato com o PP. A sigla também deverá referendar um nome técnico para comandar a Saúde. O médio paulista Raul Cutait é um dos mais cotados.

5 e 6/05 - Tudo sobre a chuva de meteoros Eta Aquaridas 2016

Galeria do Meteorito
02 de maio de 2016

Sugestão enviada por Gabriel Junqueira. 

Chuva de meteoros Eta Aquaridas 2013, sobre o Mount Bromo, vulcão ativo na Indonesia.Créditos: Justin Ng
Entre os dias 21 de abril e 12 de maio acontece a chuva de meteoros Eta Aquaridas, e isso ocorre todo ano, quando a Terra passa pelo rastro de detritos deixado pelo famoso Cometa Halley (1P/Halley). Mas é nos dias 05 e 06 de maio que temos o pico da chuva Eta Aquaridas, momento em que a maior taxa de meteoros poderá ser observada.

Em inglês, essa chuva é chamada "Eta Aquarids", e em português ela é conhecida por alguns nomes parecidos, como Eta Aquáridas, Eta Aquarídeas, Eta Aquarídeos e Eta Aquaridea. Ela é a primeira chuva de meteoros do ano resultante do cometa Halley, sendo que a segunda chuva desse cometa acontece em outubro, a famosa Orionidas.

Como observar a chuva de meteoros Eta Aquáridas 2016 a olho nu?
Como podemos perceber em seu nome, a chuva Eta Aquáridas tem seu radiante na constelação de Aquário, mais precisamente próximo da estrela Eta Aquarii, que é a sétima estrela mais brilhante da constelação. Essa estrela está localizada a 168 anos-luz da Terra, mas vale lembrar que ela não tem nenhuma relação física com a chuva de meteoros. Ela é utilizada apenas como guia de localização para essa chuva.

E não se preocupe: você não precisa encontrar a estrela Eta Aquarii para observar essa chuva de meteoros. Na verdade, basta olhar na direção da constelação de Aquário, como mostra a imagem abaixo.

Embora a constelação de Aquário seja visível em praticamente todo o planeta, a chuva de meteoros Eta Aquaridas é melhor observada no hemisfério sul, isso porque a constelação de Aquário está situada ao sul da linha do equador.

Apesar do pico (maior quantidade de meteoros) ser esperado para a madrugada entre os dias 05 e 06 de maio, as previsões para a chuva de meteoros Eta Aquáridas 2016 apontam que o pico poderá se estender, com chances de gerar muitos meteoros já no dia 04 de maio, e seguindo até o dia 07 de maio. Entre os dias 06 de maio e 11 de maio, são esperados meteoros do tipo bola de fogo (bólidos), que nada mais são do que meteoros muito brilhantes, originados de fragmentos maiores.

Quantos meteoros riscarão o céu?
O pico da chuva de meteoros Eta Aquáridas pode gerar cerca de 50 meteoros por hora, isso em condições favoráveis, que é justamente o caso da chuva Eta Aquáridas 2016, já que a Lua não estará no céu, ou seja, não ofuscará o brilho dos meteoros. Por conta disso, essa é uma excelente chuva de meteoros para ser observada, sobretudo em países do hemisfério sul.

Qual é o melhor horário para ver a chuva de meteoros Eta Aquaridas?



O melhor momento para observar essa chuva é na madrugada entre os dia 05 e 06 de maio. A constelação de Aquário estará completamente visível a partir das 03h00 da madrugada, a leste, e neste horário, meteoros dessa chuva já deverão riscar o céu. Quanto mais alta a constelação de Aquário estiver no céu, mais meteoros poderão ser avistados, portanto, antes do amanhecer continua sendo o melhor horário. E não se esqueça: não é necessário encontrar a constelação de Aquário para observar essa chuva. Os meteoros riscarão o céu em várias partes do firmamento, em várias constelações diferentes. A constelação de Aquário é apenas o ponto em que os meteoros irão se originar, mas não necessariamente a região em que eles surgirão.

Reserve pelo menos uma hora para observar a chuva de meteoros, já que nossos olhos levam pelo menos 20 minutos para acostumar ao escuro. Se você tem dificuldades para ver os meteoros durante as chuvas, você pode estar cometendo algum erro. Então não deixe de conferir as 10 dicas imperdíveis para observar uma chuva de meteoros.

Transmissão ao vivo da chuva de meteoros Eta Aquáridas 2016
Na noite do dia 05 de maio teremos uma transmissão ao vivo da chuva de meteoros Eta Aquaridas, que será feita com câmeras ultra sensíveis, instaladas em observatórios da Europa. Essa chuva é melhor observada entre a madrugada e o amanhecer, portanto, é nesse horário que será feita a transmissão. Por conta do fuso horário, no Brasil a transmissão estará disponível no início da noite de 05 de maio. Será como uma prévia do que nos aguarda durante o pico!

Para não perder esse evento incrível, clique aqui e confirme sua presença, assim você recebe um alerta antes de seu início.

Cometa Halley: o responsável pela chuva de meteoros Eta Aquaridas
Durante sua passagem pelo Sistema Solar interior, o cometa Halley deixou uma esteira de fragmentos para trás. A poeira entra na atmosfera da Terra a cerca de 240.000 km por hora, o que cria os belíssimos meteoros. Os fragmentos geralmente têm tamanho menor do que uma semente de maçã, e criam uma esteira de gás ionizado que brilha por alguns instantes.