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terça-feira, 24 de maio de 2016

CLA recebe embaixadores e força aérea dos Estados Unidos

Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)
23 de maio de 2016

CLA
O Centro de Lançamento de Alcântara recebeu nos dias 19 e 20 de maio, a visita técnica de integrantes da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e da United States Air Force (USAF). A visita teve por objetivo promover a troca de conhecimentos sobre as atividades espaciais desenvolvidas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Participaram da visita o Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Enrique Galindo Ortiz que foi acompanhado de oficiais do Escritório de Ligação Militar do órgão diplomático norte-americano. Pela USAF estiveram presentes o oficial especialista em assuntos espaciais da 12ª Força Aérea (AFSOUTH), Tenente Coronel Banta York, além de representante da Divisão de Operações Espaciais do Air Force Space Command (AFSPC) e do Air Force Research Laboratory (AFRL).

A atividade foi iniciada com uma apresentação institucional da organização militar da Força Aérea Brasileira (FAB) realizada pelo Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA. Na apresentação, o coronel Olany destacou o histórico das atividades espaciais no Brasil, estrutura de funcionamento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), meios operacionais e de apoio atualmente disponíveis no CLA, principais operações realizadas, futuros lançamentos e desafios enfrentados pelo Centro.

Os visitantes puderam conhecer as instalações operacionais do Centro de Controle – coordenação das operações de lançamento – estações do Setor de Comando e Controle (SCC) como a Meteorologia, Telemedidas e Rastreio. No Setor de Preparação e Lançamento (SPL), a comitiva norte-americana conheceu as novas instalações do Prédio de Segurança e do Prédio de Depósito de Propulsores, essenciais para o aumento da segurança durante as campanhas de lançamentos.




Além dos prédios recém-inaugurados, os visitantes conheceram o mock-up em dimensões reais do foguete suborbital VSB-30, veículo certificado para lançamentos no exterior que já cumpriu mais de 20 operações com sucesso em solo europeu. Também foi visitada, a Casamata, a estrutura mais próxima das plataformas de lançamentos e que abriga em segurança parte das equipes envolvidas com as operações. O primeiro dia de visita foi encerrada na Torre Móvel de Integração (TMI), estrutura de montagem e operação do Veículo Lançador de Satélites (VLS), o maior foguete de desenvolvimento nacional.

O Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos, Enrique Galindo Ortiz, apresentou dados atualizados sobre o setor espacial no mundo e perspectivas de negócios relacionadas à área junto aos Estados Unidos por meio de acordos e parcerias. O subchefe da Divisão de Operações Espaciais do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC), Timothy Leroy, apresentou a política, doutrina e processos de lançamento espacial nos Estados Unidos.

No último dia da visita, o tenente coronel York, especialista em atividades espaciais da 12ª Força Aérea (AFSOUTH) e do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC) fez uma realizou uma apresentação com o histórico das atividades espaciais nos Estados Unidos, contemplando os primórdios da corrida espacial no pós II Guerra Mundial, últimos avanços com o lançamento de veículos reutilizáveis e o futuro do setor espacial. Na sequência, Timothy Leroy, do Comando Espacial da Força Aérea (AFSPC) detalhou as missões da 45ª Ala Espacial/ Grupo de Operações Espaciais e de esquadrões de lançamento nos Estados Unidos, com ênfase na alta operacionalidade das organizações envolvidas na área.

Por fim, o físico de Pesquisa Sênior, Ronald Glen Caton, da Diretoria de Veículos Espaciais do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea (AFRL) falou sobre as atividades desempenhadas pela instituição de pesquisas da USAF que desenvolve estudos e pesquisas espaciais por meio dos lançamentos e observações na Estação Espacial Internacional, resultando em novos produtos e melhorias na vida cotidiana de toda sociedade.

“Foi um encontro muito significativo, onde foi criado um diálogo entre os países e compartilhada experiências e práticas desenvolvidas no âmbito do programa espacial para a competitividade dos países, desenvolvimento de indústrias vinculadas à área espacial e criação de emprego e renda”, afirmou Enrique Galindo Ortiz, Ministro Conselheiro para Assuntos Comerciais da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

“Devido as altas cifras envolvidas na atividade espacial, a cooperação mútua é um caminho que as nações vêm seguindo, como forma de reduzir custos e obter máximo desempenho com ganhos compartilhados”, afirmou o coronel aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, diretor do CLA.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Reitora Nair Portela e Ministério da Defesa visitam o CLA e discutem implantação do ITA

UFMA
18 de maio de 2016

ITA (DCTA) - São José dos Campos - Foto: Shirley Marciano

ALCÂNTARA - A reitora Nair Portela e representantes do Ministério da Defesa visitaram, nesta terça-feira (17), o Centro de Lançamento de Alcântara com o objetivo de conhecer as instalações do CLA. O chefe da assessoria especial de planejamento do Ministério da Defesa, Ronaldo Carmona, considerou importante a presença de instituições aqui do Maranhão, por ser uma visita do Ministério da Defesa justamente para que houvesse uma maior interação entre o centro de lançamento, que é uma das principais unidades de ciências e tecnologia das Forças Armadas, com a sociedade maranhense, notadamente com a Universidade Federal do Maranhão.

“Fizemos uma visita ao comando da base de lançamentos e identificamos não apenas a potencialidade do programa espacial brasileiro, pois o progresso passou e atua no estado da arte, da ciência e da tecnologia em nível mundial e o Brasil é um dos poucos países no mundo que tem essa capacidade de ter o centro de lançamento como uma capacidade de fabricar e de começar a ter tecnologia para fabricar satélite e uma terceira capacidade chave que é a de ser um vetor de lançamento de satélites para o espaço. Então, é exatamente nisso que está concentrada hoje o desenvolvimento do progresso espacial brasileiro na construção de um veículo lançador de satélites que permita acender”, explicou Carmona.

Ele adiantou que esse ano ainda terão quatro campanhas de lançamento de artefatos lá do Centro de Alcântara. “Nós fomos então nos inteirar sobre esse assunto e realizar algumas conversações no sentido de aumentar a cooperação da UFMA com o CLA”, afirmou.

Com essa visita, a ideia é aproveitar o Centro de Lançamento de Alcântara para criar o polo científico e industrial em torno da indústria aeroespacial, no que resulta, para eles, a vinda de uma unidade do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) para São Luís e atração da indústria aeroespacial para se tornar um polo no complexo da cadeia produtiva dessa área, aproveitando a base de Alcântara.

Para a reitora Nair Portela, instalar um ITA, na UFMA, representará um grande feito para a educação do Estado e será possível com a parceria da base de lançamento e a Universidade, e juntos contribuir para avançar ainda mais com a educação do Maranhão. “A UFMA está sempre aberta a iniciativas importantes e inovadoras como essa, que buscam incentivar e fortalecer a educação do Estado”, comentou.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Especialistas discutem projetos da área espacial brasileira em Alcântara (MA)

CLA
Gleice Oliveira
17 de maio de 2016

CLA
O Grupo Interfaces de Lançamento (GIL 1/2016), organizado pela Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1, reuniu-se no primeiro encontro do ano, no período de 2 a 6 de maio, no Centro de Lançamento de Alcântara (MA), quando foram discutidos os detalhes da Operação Rio Verde e o orçamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), para o biênio 2016 e 2017. Também foram apresentadas por especialistas as principais atividades e projetos referentes ao setor espacial brasileiro que estão em andamento.

No encontro aconteceu ainda a Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI), que abordou os requisitos necessários para o sucesso do lançamento do foguete brasileiro VSB-30, que levará a bordo quatros experimentos científicos e tecnológicos selecionados pelo Programa Microgravidade da AEB.

O VSB-30 é um veículo suborbital com dois estágios de propulsão sólida com capacidade de transportar cargas úteis de 400 kg, para experimentos na faixa de 270 km de altitude. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km.

A execução da Operação Rio Verde foi apresentada pelo engenheiro do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Eduardo Dore Roda. O engenheiro do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Mauro Melo Dolinsky ressaltou a importância de o CLA utilizar uma nova antena de telemetria e a necessidade do retorno da operação do radar meteorológico. O cronograma e a possibilidade de realizar a operação no próximo mês de outubro, foram discutidos pelo grupo.

Experimentos - Os experimentos selecionados pela Comissão de Coordenação do Programa Microgravidade foram apresentados aos participantes pelo tecnologista do IAE, José Bezerra Pessoa Filho. Os experimentos escolhidos para serem observados em ambiente de microgravidade são de pesquisadores e docentes de universidades brasileiras.

O foguete suborbital VSB-30 levará quatro experimentos em seu voo, como a Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade, do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Chen Ying An; também serão observados os Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana-de-Açúcar, da professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Katia Castanho Scortecci.

Os outros dois experimentos são: a Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração II (PAANDA II), do professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marcelo Carvalho Tosin, e as Novas Tecnologias de Meios Porosos para Dispositivos com Mudança de Fase, da professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marcia Barbosa Henriques Mantelli.

Os serviços básicos desses experimentos, como suporte mecânico, energia, comunicação, estabilização e sistema de recuperação serão fornecidos pela plataforma suborbital que será transportada ao espaço na parte superior do veículo VSB-30.

Orçamento – O diretor da área de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Marco Antônio Vieira de Rezende, apresentou a situação orçamentária da Agência para 2016 e 2017, e destacou as medidas tomadas para diminuir os prazos de liberação de crédito e os obstáculos enfrentados para captar recursos a serem empregados no Programa Espacial Brasileiro. As dificuldades do planejamento orçamentário devido às incertezas políticas e financeiras que envolvem todo o país, também foram destacadas pelo diretor.

O programa de lançamentos previsto para 2016, a previsão de futuros lançamentos, como por exemplo, a Operação Mutiti, com o VS-30/Orion, para 2017, as missões dos veículos lançadores, como o VLA-1, VS-43, VS-50 e o VLM-1 e projetos afins, além das obras, revitalização e operacionalidade nos Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Natal (RN) e do CLA foram pautas de discussão deste primeiro encontro.

Participaram da primeira reunião do GIL 2016 cerca de 50 especialistas do setor espacial brasileiro, entre militares e servidores civis pertencentes Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), DCTA, AEB, IAE, e dos centros de lançamento do CLA e do CLBI. A próxima reunião do grupo está prevista para acontecer no segundo semestre deste ano