segunda-feira, 28 de maio de 2018

AVIBRAS vai abrir nova unidade em Lorena (SP) para atender ao Programa Espacial Brasileiro

Defesa e Segurança
23 de maio de 2018



A Avibras conseguiu aporte do BNDES para construção de uma nova fábrica em Lorena (SP). Segundo a empresa, a unidade será especializada na fabricação de polímero PBHT (Polibutadieno Hidroxilado), um dos insumos utilizados na fabricação de combustível sólido (propelente) para foguetes e mísseis, com vistas a atender o Programa Espacial Brasileiro e seus contratos para fornecimento de Produtos de Defesa. Ainda de acordo com a Avibras, o investimento da nova fábrica é de mais de R$ 72 milhões para a construção, sendo a maior parte proveniente de recursos próprios da empresa e apenas uma parte desse montante decorrente de financiamento 100% reembolsável do BNDES.

” Essa é uma decisão de investimento da empresa, estratégica para o Brasil e para a Avibras, pois é fundamental para o resgate da soberania nacional na produção de combustível sólido, essencial para as atividades aeroespaciais. O domínio do processo de produção, materializado pela construção da fábrica de PBHT, vai restabelecer a auto-suficiência em sua produção e resguardar o interesse nacional de embargos, uma vez que tal insumo é produzido por poucos países no mundo e nenhum destes no hemisfério sul”, disse a empresa em nota ao site Indústria de Defesa & Segurança.

De acordo com a Avibras, o início das operações da unidade está previsto para o final de 2019. A fábrica estará capacitada para produzir até 2000 toneladas de PBHT/ano. Além das aplicações no mercado de Defesa e Aeroespacial, o PBHT possui várias aplicações como insumo no mercado civil, tais como isolantes, selantes adesivos, impermeabilizantes, encapsulamento, revestimentos, películas, etc. “A produção de PBHT reforça a vocação industrial química dessa planta, que já produz PCA (Perclorato de Amônia), um outro elemento essencial para a fabricação de combustível sólido”, disse em nota. Ainda segundo a empresa, a nova fábrica representará um aumento expressivo de empregos diretos e indiretos na região.

Avibras e o Programa Espacial Brasileiro

A Avibras participa do Programa Espacial Brasileiro desde a década de 1960, quando fabricou os primeiros foguetes Sonda I e Sonda II. Nos últimos anos, a AVIBRAS fabricou mais de 500 foguetes de treinamento para serem lançados do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Atualmente participa do desenvolvimento e da fabricação dos motores foguetes S50 do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1), contratada pela Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate) e Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais da Agência Espacial Brasileira.

Com sua expertise no setor aeroespacial no desenvolvimento de soluções tecnológicas nacionais, que remontam desde a pioneira participação no início do Programa Espacial Brasileiro, a Avibras é a única empresa 100% brasileira de capital privado, com competências próprias para integrar veículos lançadores para o Programa Espacial Brasileiro em elaboração pelo governo através do Comitê do Programa Espacial Brasileiro coordenado pelo Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General de Exército Sergio Westphalen Etchegoyen.

Segundo a empresa, é perceptível uma dinamização no mercado de pequenos satélites com aumento de demanda internacional por mais centros de lançamento. “A Avibras acredita que o Brasil pode desempenhar papel relevante no mercado Espacial pois adquiriu diversas competências básicas através de Pesquisa e Inovação no setor Espaço ao longo de quase seis décadas, desenvolveu uma base industrial competente e possui uma base de Lançamento em Alcântara (CLA), com posição geográfica privilegiada, fatores poucas vezes reunidos num único país. Reconhecida mundialmente pela excelência e pela qualidade de seus produtos e sistemas, a Avibras está entre as 100 maiores empresas exportadoras do Brasil e tem orgulho de integrar a Indústria Estratégica de Defesa Brasileira“, finalizou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escreva sua mensagem.